Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima


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Evangelho do dia

Evangelho do dia:

1ª Semana do Advento – Sexta-feira

Evangelho (Mt 9,27-31)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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Advento

A pessoa vigilante é aquela que aceita o convite a ficar atenta, a vigiar, ou seja, a não se deixar dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão, e, ao mesmo tempo, ela rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e que, por vezes, levam a sacrificar tempo e serenidade pessoal e familiar...

Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não se continuar a ‘desviar-se para longe dos caminhos do Senhor’, perdidos nos nossos pecados e nas nossa infidelidades; estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência para lhe restituir significado e valor com a Sua presença cheia de bondade e ternura”... (Papa Francisco, Advento 2017)


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Nossa Senhora Aparecida

Vamos compreender todos os símbolos contidos na imagem de nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Ela é rica em significados, que trazem mensagens para a nossa vida.

Descrição da imagem, tal como se encontra no interior da Basílica.

A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram, acredita-se que originalmente

apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio. A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.

Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras. Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.

A imagem foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), em 2012, sendo considerada como patrimônio do Estado de São Paulo.

Nossa Senhora Aparecida é Nossa Senhora da Conceição.

A imagem de terracota encontrada pelos pescadores no Rio Parayba em 1717 tem uma característica peculiar que a define como Nossa Senhora da Conceição: a meia lua debaixo dos pés. Este símbolo tem dois significados profundos: 1. A lua não brilha por si mesma, mas reflete a luz do sol. Na Iconografia cristã, o sol é Jesus Cristo. Por isso, a luz sob os pés de Maria significa que sua luz vem de Jesus e leva a Ele. Pois, se perguntarmos: ‘de onde vem o brilho de Nossa Senhora” a resposta só pode ser uma: ‘de Jesus, seu filho’. 2. A lua brilha no meio da escuridão da noite. A escuridão simboliza a humanidade pecadora e a lua simboliza a pureza e a luz. Significa que Maria, mesmo tendo nascido na humanidade pecadora, foi preservada do pecado pela graça de Deus, ou seja, ela é Imaculada (sem mancha) desde sua concepção no ventre de sua mãe, Santa Ana. Ela é a Imaculada Conceição, ela foi concebida sem o pecado original. Por isso, ela brilha como a lua, refletindo a luz do sol, que é a verdadeira fonte de vida, de luz e de calor.

A serpente sob os pés de Nossa Senhora Aparecida

Embora seja difícil de perceber, a imagem de terracota de Nossa Senhora Aparecida traz também sob os pés da Virgem a imagem de uma serpente. Significa que Maria, sendo ‘Imaculada Conceição’ (Concebida sem pecado) e tendo gerado Jesus Cristo, esmagou a cabeça da serpente, como está escrito no livro do Gênesis. Em Maria começou a vitória sobre o demônio e esta foi concluída pela morte e ressurreição de Jesus.

Os anjos e as nuvens nos pés de Nossa Senhora Aparecida

Ainda nos pés da imagem de Nossa Senhora Aparecida, vemos uma nuvem e um anjinho barroco. Estes dois símbolos nos ensinam que a Virgem Maria está no céu, está na glória de Deus e que lá, junto de seu filho, ela intercede por nós.

As mãos de Nossa Senhora Aparecida

As mãos de Nossa senhora Aparecida unidas na altura do coração simbolizam a oração. Em todas as aparições da Virgem Maria, ela pede oração. Ela mesma, enquanto viveu neste mundo, foi uma mulher de oração. E agora, no céu, não cessa de rezar, intercedendo por todos nós. As mãos de Nossa Senhora Aparecida em gesto de oração nos lembram que ‘quem reza se salva e que não reza se perde’. A oração transforma vidas. E as mãos de Maria unidas na altura do coração nos falam que a oração deve ser feita ‘com o coração’, com sinceridade. E nos falam também que a oração cura o coração.

O manto de Nossa Senhora Aparecida

O manto de Nossa Senhora Aparecida foi ofertado a ela em 1888 pela Princesa Isabel, em sua segunda visita ao Santuário. O manto é rico em significados. A cor azul do manto de Nossa Senhora Aparecida simboliza o céu. Os bordados em dourado que adornam o manto simbolizam a realeza e nos lembram que Nossa Senhora Aparecida é Rainha do Céu e da terra. A bandeira do Brasil bordada no manto, simboliza que ela é a Padroeira do Brasil. A bandeira do Vaticano nos lembra que a Virgem Maria é Mãe da Igreja. As bandeiras do Brasil e do Vaticano unidas, simbolizam que o Brasil é um país católico, sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida.

A coroa de Nossa Senhora Aparecida

Juntamente com o manto, a coroa também foi ofertada a Nossa Senhora Aparecida pela Princesa Isabel, na mesma data, em 6 de novembro de 1888. A coroa nos lembra o quinto Mistério Glorioso que rezamos no terço: a coroação de Maria como Rainha do Céu e da terra. Nossa Senhora Aparecida é a Rainha do Céu e da Terra.

300 anos

Para a comemoração dos 300 anos da milagrosa pesca de Nossa Senhora Aparecida, a Nossa Rainha, foi presenteada com uma coroa Jubilar confeccionada, com muito carinho, pela empresa H.Stern a pedido de Dom Raymundo Damasceno Assis.

A coroa foi confeccionada em ouro amarelo, diamantes, safiras e esmeraldas para sutilmente representar as cores da bandeira brasileira. A joia pesa cerca de 300 grama e todo ouro utilizado na peça vieram de doações dos devotos de todo o Brasil para o Santuário Nacional.

Um novo manto foi bordado pelas irmãs do Carmelo de Aparecida. “A concepção começou em 2015, quando estávamos fazendo os mantos das festividades daquele ano, então em comecei a pensar que precisava conter os pescadores, a rede, os peixes, o rio, para fazer memória do encontro da imagem”, contou ao site Irmã Teresa Margarida do Coração de Jesus.


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A Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate do Papa Francisco

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Nós nos tornamos santos vivendo as bem-aventuranças, o caminho principal porque “contra a corrente” em relação à direção do mundo. O chamado à santidade é para todos, porque a Igreja sempre ensinou que é um chamado universal e possível a qualquer um, como demonstrado pelos muitos santos “da porta ao lado”.
A vida de santidade está assim intimamente ligada à vida de misericórdia, “a chave para o céu”. Portanto, santo é aquele que sabe comover-se e mover-se para ajudar os miseráveis e curar as misérias. Quem esquiva-se das “elucubrações” de velhas heresias sempre atuais e quem, entre outras coisas, em um mundo “acelerado” e agressivo “é capaz de viver com alegria e senso de humor.”
Não é um “tratado”, mas um convite
É precisamente o espírito de alegria que o Papa Francisco escolhe colocar na abertura de sua última Exortação Apostólica.
O título “Gaudete et Exsultate”, “Alegrai-vos e exultai,” repete as palavras que Jesus dirige ” aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele”.
Nos cinco capítulos e 44 páginas do documento, o Papa segue a linha de seu magistério mais profundo, a Igreja próxima à “carne de Cristo sofredor.”
Os 177 parágrafos não são – adverte – “um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções”, mas uma maneira de “fazer ressoar mais uma vez o chamado à santidade”, indicando “os seus riscos, desafios e oportunidades”(n. 2).
A classe média da santidade
Antes de mostrar o que fazer para se tornar santos, o Papa Francisco se detém no primeiro capítulo sobre o “chamado à santidade” e reafirma: há um caminho de perfeição para cada um e não faz sentido desencorajar-se contemplando “modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis” ou procurando “imitar algo que não foi pensado para ele”. (n. 11).
“Os santos, que já chegaram à presença de Deus” nos “protegem, amparam e acompanham” (n. 4), afirma o Papa. Mas, acrescenta, a santidade a que Deus nos chama, irá crescendo com “pequenos gestos” (n. 16 ) cotidianos, tantas vezes testemunhados por “aqueles que vivem próximos de nós”, a “classe média de santidade” (n. 7).
Razão como um Deus
No segundo capítulo, o Papa estigmatiza aqueles que define como “dois inimigos sutis da santidade”, já várias vezes objeto de reflexão, entre outros, nas missas na Santa Marta, na Evangelii gaudium, bem como no recente documento da Doutrina da Fé, Placuit Deo.
Trata-se de “gnosticismo” e “pelagianismo”, duas heresias que surgiram nos primeiros séculos do cristianismo, mas continuam a ser de alarmante atualidade (n.35).
O gnosticismo – observa – é uma autocelebração de “uma mente sem encarnação, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros, engessada numa enciclopédia de abstrações”.
Para o Papa, trata-se de uma “vaidosa superficialidade”, que pretende “reduzir o ensinamento de Jesus a uma lógica fria e dura que procura dominar tudo”. E ao desencarnar o mistério, preferem – como disse em uma missa na Santa Marta – “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo “(nn. 37-39).
Adoradores da vontade
O neo-pelagianismo é, segundo Francisco, outro erro gerado pelo gnosticismo. A ser objeto de adoração aqui não é mais a mente humana, mas o “esforço pessoal”, uma vontade sem humildade que “sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas” ou por ser fiel “a um certo estilo católico” (n. 49).
“A obsessão pela lei”, “o fascínio de exibir conquistas sociais e políticas”, ou “a ostentação no cuidado da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja” são para o Papa, entre outros, alguns traços típicos de cristãos que “não se deixam guiar pelo Espírito no caminho do amor”. (n. 57 ).
Francisco, por outro lado, lembra que é sempre o dom da graça que ultrapassa “as capacidades da inteligência e as forças da vontade humana” (n. 54). Às vezes, constata, “complicamos o Evangelho e tornamo-nos escravos de um esquema”. (Nº 59)
Oito caminhos de santidade
Além de todas as “teorias sobre o que é santidade”, existem as Bem-aventuranças. Francisco coloca-as no centro do terceiro capítulo, afirmando que com este discurso Jesus “explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo” (n. 63).
O Papa os repassa um de cada vez. Da pobreza de coração – que também significa austeridade da vida (n. 70) – ao reagir “com humilde mansidão” em um mundo onde se luta em todos os lugares. (n. 74).
A partir da “coragem” de deixar-se “traspassar” pela dor dos outros e ter “compaixão” por eles – enquanto ” o mundano ignora, olha para o lado” (nn 75-76.). “A realidade mostra-nos como é fácil entrar nas súcias da corrupção, fazer parte desta política diária do “dou para que me deem”, onde tudo é negócio. E quantos sofrem por causa das injustiças, quantos ficam assistindo, impotentes, como outros se revezam para repartir o bolo da vida”. (nn. 78-79).
Do “olhar e agir com misericórdia”, o que significa ajudar os outros “e até mesmo perdoar” (nn. 81-82), “manter um coração limpo de tudo aquilo que suja o amor” por Deus e o próximo (n.86).
E finalmente, do “semear a paz” e “amizade social” com “serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza” – conscientes da dificuldade de lançar pontes entre pessoas diferentes (nn. 88-89) – ao aceitar também as perseguições, porque hoje a coerência às Bem-aventuranças “pode ser mal vista, suspeita, ridicularizada” e, no entanto, não se pode esperar, para viver o Evangelho, que tudo à nossa volta seja favorável” (n. 91).
A grande regra do comportamento
Uma dessas bem-aventuranças, “Bem-aventurados os misericordiosos”, contém para Francisco “a grande regra de comportamento” dos cristãos, aquela descrita por Mateus no capítulo 25 do “Juízo Final”.
Esta página, reitera, demonstra que “ser santo não significa revirar os olhos num suposto êxtase” (n. 96), mas viver Deus por meio do amor aos últimos.
Infelizmente, observa ele, existem ideologias que “mutilam o Evangelho”. Por um lado, cristãos sem um relacionamento com Deus, que transformam o cristianismo “numa espécie de ONG, privando-o daquela espiritualidade irradiante” vivida por São Francisco de Assis, São Vicente de Paulo, Santa Teresa de Calcutá. (nº 100).
Por outro, aqueles que “suspeitam do compromisso social dos outros”, considerando-o como se fosse algo de superficial, mundano, secularizado, imamentista, “comunista ou populista”, ou “o relativizam” em nome de uma determinada ética.
Aqui o Papa reafirma que “a defesa do inocente nascituro, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada, porque neste caso está em jogo a dignidade da vida humana, sempre sagrada” (n. 101).
Mesmo a acolhida dos migrantes – que alguns católicos, observa, gostariam menos importante que a bioética – é um dever de todo cristão, porque em todo estrangeiro existe Cristo, e “não se trata da invenção de um Papa, nem de um delírio passageiro” (n. 103).
“Gastar-se” nas obras de misericórdia
Assim, observou que “gozar a vida” como nos convida a fazer o “consumismo hedonista”, é o oposto do desejar dar glórias a Deus, que pede para nos “gastarmos” nas obras de misericórdia (nn. 107-108).
No quarto capítulo, Francisco repassa as características “indispensáveis” para entender o estilo de vida da santidade: “perseverança, paciência e mansidão”, “alegria e senso de humor”, “audácia e fervor”.
O caminho da santidade vivido como caminho “em comunidade” e “em constante oração”, que chega à “contemplação”, não entendida como “evasão que nega o mundo que nos rodeia” (nn. 110-152).
Luta vigilante e inteligente
E porque, prossegue, a vida cristã é uma luta “constante” contra a “mentalidade mundana” que “nos engana, atordoa e torna medíocres” (n. 159).
O Papa conclui no quinto capítulo convidando ao “combate” contra o “Maligno que, escreve ele, não é “um mito”, mas” um ser pessoal que nos atormenta” (n. 160-161).
“Quem não quiser reconhecê-lo, ver-se-á exposto ao fracasso ou à mediocridade”. As suas maquinações, indica, devem ser contrastadas com a “vigilância”, usando as “armas poderosas” de oração, a adoração eucarística, os Sacramentos e com uma vida permeada de caridade (n. 162).
Importante, continua Francisco, é também o “discernimento”, particularmente em uma época “que oferece enormes possibilidades de ação e distração” – das viagens, ao tempo livre, ao uso descontrolado da tecnologia – “que não deixam espaços vazios onde ressoa a voz de Deus “. Francisco pede cuidados especiais para os jovens, muitas vezes “expostos a um constante zapping”, em mundos virtuais distantes da realidade (n. 167).
“Não se faz discernimento para descobrir o que mais podemos derivar dessa vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo.” (174)

http://arqrio.org/noticias/detalhes/6597/a-exortacao-apostolica-gaudete-et-exsultate-do-papa-francisco